Rebele-se contra a vida que escolheram para você

“Pouco me importa. Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.” – Alberto Caeiro

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Imagem: Pixabay

Chega o dia em que deixamos de nos importar, para o bem ou para o mal, pois importar-se significa dedicar um tempo precioso de sua vida a algo que pode trazer algum benefício como satisfação pessoal, algum dia; ou trazer preocupações, inquietações e infelicidade, as quais são muito mais comuns. Assim, é preciso eleger sabiamente aquilo a que devemos dirigir nossa atenção. Um exercício rápido para saber se se está investindo energia em um importar-se que vale a pena, é observar como você se sente quando passa por determinada situação, comportamento ou interação.

Há tempos que deixei de me importar com tudo aquilo que me traz alguma inquietação, contudo, mudar esse hábito leva anos e, bem lá no fundo, talvez sempre ire me importar. Porém, o que muda é que não me deixo abalar mais tão facilmente, mesmo que o importar-se ainda ressoa dentro de mim. É tão árduo se livrar desse sentimento, pois ele é incrustado dentro de nós desde o primeiro dia em que nascemos, com a clássica pergunta: Você não tem medo do que os outros irão pensar ou falar?

Pouco a pouco somos moldados por essa pergunta cruel que assassina sonhos, faz-nos sentir vergonha de nós mesmos e nos afunda em infelicidades e perturbações. Aprendemos a esconder nossos verdadeiros desejos e nossa verdadeira essência, pois o que realmente passa a importar é o que os outros vão pensar ou dizer. A questão é tão profunda que pautamos escolhas importantíssimas tendo-a como norte. Muitas vezes escolhemos nossa profissão, parceiro conjugal, bens materiais e forma de viver pensando com medo do julgamento alheio.

 

Você conhece o livro V.I.X.I. Códigos de Praga?

SINOPSE

Na misteriosa cidade de Praga, Ean Blažej, um jornalista solitário e apaixonado por filosofia, dedica grande parte de seu tempo aos livros. Certa noite, tem um pesadelo perturbador. Desde então, anonimamente, passa a receber mensagens e códigos secretos que o confundem, levando-o a diferentes pontos da cidade e a um castelo medieval, conhecido por ser um portal para o inferno. O local esconde uma sociedade secreta. A situação foge do controle quando explosões premeditadas sacodem Praga. Então, Ean se apressa para descobrir o que está além do que os olhos podem ver. Uma aventura detetivesca repleta de ação, mistério, conexões intrigantes e reflexões profundas sobre a solidão na vida moderna.

 

Assim, passamos a vida trabalhando em empregos de que não gostamos, convivendo com pessoas que nos fazem mal, adquirindo bens materiais para impressionar, seguindo um código imposto pelo olhar alheio. A vida se torna uma prisão e nós, os prisioneiros. Muitos passam a existência sem perceber tal questão de tão enraizada que está em nossas almas não percebendo que é desse lugar que vem uma vida infeliz. A prisão alheia é como uma sentença de morte em vida e, para escapar dela, é preciso muita consciência, reflexão e, acima de tudo, muita coragem de se rebelar contra a vida que escolheram para você.

Quando você se liberta da maldição da prisão alheia, você é automaticamente excluído do convívio, fica malfalado, sendo acusado de ter enlouquecido. Mas se se libertar disso é ser louco, prefiro mil vezes essa loucura à prisão eterna pelos olhares alheios. Prefiro a solidão da liberdade e a loucura de uma existência ousada em busca de meus reais sonhos sem medo do que irão dizer ou pensar. Afinal, qual é a necessidade da aprovação alheia se somos seres únicos e livres? Por que temos que alicerçar nossa vida sobre questões que não nos importam de verdade e não nos dizem respeito? O que os outros pensam e falam sobre nós não é nosso problema. Isso diz respeito a eles, apenas.

O processo de libertação é lento e dolorido, permeado pela solidão e inquietação. Contudo é o caminho por onde nós podemos ser quem realmente somos, sem medos, amarras ou julgamentos. Tenho experimentado uma sensação de liberdade imensa desde que iniciei esse processo que é semelhante ao que acontece com a águia, como diz a lenda. Sem essa coragem nunca haverá a liberdade e você nunca saberá quem realmente é, nem poderá buscar a vida que, de verdade, deseja. Prepare-se para ficar só, mas será dono de si mesmo, do seu tempo e das suas escolhas e experimentará o verdadeiro significado do que é ser livre. Não se importe!

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