A história de um amor capaz de unir dois mundos

“Fui uma criança nos anos 90, quando a ausência de tecnologia era um convite constante à criação. Sempre falante, sonhadora e imaginativa, eu conversava, costurava, ouvia músicas, lia dicionários de forma quase compulsiva, assistia a filmes e crescia cercada por uma família amorosa e participativa.” – Suélen Ferranti

Tags

Escrever é uma arte da qual nasce o livro que é um remédio para a alma com histórias que são um conforto para o coração. É com essa proposta que muitos escritores são os artistas do tempo, pois ele eternizam histórias que passam a habitar o coração e a preencher a alma das pessoas.

Ler um romance histórico é adentrar em um mundo de sonhos e pesadelos, pois mesmo em uma Monarquia, os dois lados existem. Contudo, em nosso imaginário, normalmente, há apenas um cenário em que tudo é belo, afetuoso e mágico, é assim que imaginamos tal sistema. Isso é um pouco do que mostra a obra da escritora erechinense, Suélen Ferranti, intitulada: Teu é o Reino

Suélen nos fala sobre a obra, inspirações, sonhos como escritora, leitura e escrita

  1. Por que você escreve?

Eu escrevo porque amo a sensação de estruturar minhas ideias de uma forma inédita. Criar artifícios a partir da linguagem para conciliar o que se passa dentro de mim com o que se passa no mundo é um dos maiores prazeres que já conheci na vida. Além disso, gosto da tranquilidade que a escrita me oferece. Eu a vejo como uma amiga paciente e incentivadora, que me permite ser quem eu quiser, quando eu quiser. Não importa o quanto eu demore para escrever um livro, ela não me impõe o seu tempo. Ela me permite recomeçar, se necessário. Permite que eu mude, aprenda durante o processo e, principalmente, me conheça. Com todas essas possibilidades, chego aos recônditos da minha consciência e sou apresentada a versões minhas ainda inimagináveis.

  1. De onde vem a inspiração?

Fui uma criança nos anos 90, quando a ausência de tecnologia era um convite constante à criação. Sempre falante, sonhadora e imaginativa, eu conversava, costurava, ouvia músicas, lia dicionários de forma quase compulsiva, assistia a filmes e crescia cercada por uma família amorosa e participativa. Na adolescência, os livros passaram a ocupar cada vez mais a minha atenção e, no início da vida adulta, tornaram-se o centro do meu mundo. Nesse mesmo período, me apaixonei pela História e, especialmente, pelo universo das monarquias absolutistas, a ponto de desejar visitar aquele passado, viver nele.Todas essas experiências me abasteciam, me preenchiam, até que, em algum momento, transbordei. Foi desse acúmulo de vivências que nasceu minha inspiração. Aliada ao desejo de viver aventuras impossíveis, ela guiou minha decisão de escrever e, pouco a pouco, me tornou escritora.

  1. Quais escritores são sua maior referência?

Barbara Taylor Bradford, Machado de Assis e Jane Austen.

    4. Quais livros você escreveu? Fale um pouco sobre eles!

Teu é o Reino narra a trajetória de Laura Baroni, uma jovem professora de História cuja vida é apresentada desde as raízes familiares até chegar à idade adulta. Já adulta, Laura se vê presa a um relacionamento turbulento, marcado por um término conturbado e perigoso. É nesse momento de ruptura que surge o desejo, quase uma urgência, de escapar, de reinventar a própria vida. A oportunidade vem com uma bolsa de estudos na Inglaterra, que representa muito mais do que uma viagem: é a promessa de recomeço. Durante sua estadia, Laura visita a tradicional propriedade inglesa, berço da nobreza, Chatsworth House. O passeio, porém, foge completamente do planejado. Perdida, sozinha e tomada pelo medo, ela segue sem rumo até ser encontrada por um grupo de homens. Entre eles está Benjamin III, o Rei de Birth. Benjamin carrega um segredo, talvez o maior já ocultado na história mundial. Sem meios de retornar sozinha, Laura o acompanha até o lugar onde ele vive e descobre que ele é o herdeiro legítimo e secreto da monarquia inglesa, descendente direto de George III de Hanôver. A partir desse encontro, os dois se veem envolvidos em uma história de amor intensa e proibida, ambientada em um universo cercado por conspirações, traições, mentiras e perigos constantes. Ao final, Laura se vê diante de uma escolha: permanecer nesse mundo oculto, repleto de riscos e paixões, ou retornar para casa, para sua família e para a vida que sempre conheceu.

  1. Qual é o seu público e porque as pessoas devem ler seus livros?

O público de Teu é o Reino é majoritariamente feminino. Mulheres de diferentes idades costumam embarcar na jornada de Laura como se fosse a sua própria. Leitores apaixonados por História também se encantam com a narrativa, que se destaca pelas referências cuidadosamente inseridas ao longo do romance.

Ainda assim, a obra vai além de um público específico. Qualquer pessoa que busque uma experiência de leitura profunda e emocional encontrará na trama um deleite capaz de provocar reflexões e, de certa forma, transformar sua visão de mundo.

  1. Qual sua maior dificuldade como escritora? Como você dribla isso?

A maior dificuldade que encontrei como escritora foi o retorno financeiro lento. Todos sabemos que esse retorno funciona como uma forma de comprovação e valorização do trabalho entregue. Em um país onde poucas pessoas leem e onde ainda é preciso convencer o público da importância da literatura, torna-se necessário buscar outras formas de alcançar esse reconhecimento.

Com isso, aprendemos a atuar também como fomentadores de leitura, a marcar presença em eventos e a encontrar caminhos alternativos para chegar até as pessoas. Trata-se de um desafio constante, um obstáculo significativo, especialmente porque escrever exige, na maioria das vezes, recolhimento, silêncio e afastamento do mundo.

Talvez a maior dificuldade esteja justamente aí: enquanto precisamos nos isolar para criar, também precisamos estar fora, divulgando, defendendo e apresentando o nosso trabalho ao público.

  1. Qual a melhor parte de ser escritora?

Poder criar um mundo só meu. Ter autonomia sobre as decisões, aprender com meus personagens e, acima de tudo, encantar, inspirar… Ter a oportunidade de colocar no mapa um lugar que não existia até o momento em que foi imaginado, criando memórias e sensações que passam a viver nos leitores.

Ser responsável por plantar sonhos em seus corações, povoar seus pensamentos e acompanhá-los mesmo depois que o livro se fecha. É tocar alguém sem conhecer seu rosto, provocar emoções, oferecer refúgio, questionamentos e esperança. Escrever é deixar marcas profundas e entender que, de alguma forma, aquilo que nasce da imaginação pode transformar realidades.

    8. Qual seu maior objetivo como escritora?

Inspirar.

  1. Quais são seus hábitos de leitura e quais livros mais gosta?

Hoje, não me sobra muito tempo para cultivar hábitos. A leitura, quando se transforma em trabalho, passa a ser um compromisso como qualquer outro. O prazer de ler ainda existe, é claro, mas agora preciso encaixar a leitura independentemente das exigências da minha agenda. Leio todos os dias, salvo raras exceções.

Nunca precisei criar uma rotina de leitura de forma consciente. Ler sempre foi algo natural para mim, resultado da curiosidade e do interesse. Para quem deseja começar, acredito que o melhor caminho seja justamente esse: não encarar a leitura como obrigação, mas permitir que ela encontre espaço no dia a dia aos poucos, de forma leve, até se tornar parte da rotina.

Meus livros favoritos são: Uma mulher de fibra de Barbara Taylor Bradford, Pássaros Feridos, de Colleen Mccullough e Orgulho e preconceito de Jane Austen.

  1. Qual sua maior conquista como escritora até o momento?

Com certeza, o que mais me marca são as mensagens que recebo dos leitores. Cada retorno carrega uma história, uma emoção diferente, e muitos deles me contam como o livro chegou em momentos importantes de suas vidas. Já tive a oportunidade de emocionar pessoas profundamente e de ouvir que minhas histórias ofereceram uma nova visão de mundo, despertaram consciência e ajudaram a lapidar o olhar para um lado mais sensível e bonito da vida.

Alguns leitores compartilham que reencontraram o romance, o encantamento e até a esperança que acreditavam ter perdido com o tempo. Saber que uma história foi capaz de tocar, confortar ou transformar alguém, mesmo que de forma sutil, é algo que não tem preço. Sem dúvida, essa é a melhor parte de ser escritora.

1…

Livro: Uma mulher de fibra – Bárbara Taylor Bradford

Escritor/a: Jane Austen

Filme: Armageddon

Música: I Can’t Help Falling in Love- Elvis Presley

Pensamento: Ser constantemente consciente dos meu erros

Sonho: Viajar com meu filho para os lugares que planejamos

Realização: Ser mãe

Medo: Perder alguém que amo

Lugar: Chastworth house- Derbyshire’s

Bebida: Vinho

Adquira o seu na Amazon

—————————————-

Conheça o livro V.I.X.I. Códigos de Praga, ambientado em Praga, na República Tcheca

Sinopse

Na misteriosa cidade de Praga, Ean Blažej, um jornalista solitário e apaixonado por filosofia, dedica grande parte de seu tempo aos livros. Certa noite, tem um pesadelo perturbador. Desde então, anonimamente, passa a receber mensagens e códigos secretos que o confundem, levando-o a diferentes pontos da cidade e a um castelo medieval, conhecido por ser um portal para o inferno. O local esconde uma sociedade secreta. A situação foge do controle quando explosões premeditadas sacodem Praga. Então, Ean se apressa para descobrir o que está além do que os olhos podem ver. Uma aventura detetivesca repleta de ação, mistério, conexões intrigantes e reflexões profundas sobre a solidão na vida moderna.

Adquira o seu entrando em contato, clicando no botão de WhatsApp, do lado direito inferior, desta página ou acessar o perfil do Instagram Cassioftr

Caso prefira, pode adquiri-lo diretamente pelas seguintes plataformas

Amazon

Editora Appris

Google Play

Disal 

Martins Fontes

Everand

Storytel

Wook

Apple Books

Você pode ler um pdf com trechos aleatórios para conhecer um pouco mais sobre o livro.

Anterior
Próximo

Mais lidos

Gostou? Escreva-nos e conte sua experiência!

Artigos relacionados

Viagens de inverno são um conforto emocional
Viagens de inverno são um conforto emocional
Viagens 006
Roma: a capital que merece ser visitada mais vezes
Viagens 005
Turquia: um país em dois continentes

Contact Us