Estranhamente, invade-me aquela sensação de que os dias estão se tornando todos iguais e que ando em círculos em busca de algo que nem sei o que é, nem onde pode estar. Um sentimento de que poucos aspectos dessa existência são ainda suportáveis, pois, mais e mais, paira um sentimento de que a vida é apenas isso. Parece-me que já experimentei o necessário para almejar que ela se finde, devido a aura daquele sentimento de nunca ser suficiente que sobrevoa como uma nuvem escura que apresenta o real sentimento da vida, a melancolia.
Parece-me que aqueles que acreditam se sentir felizes, na verdade circulam iludidos, enganados por si mesmos, mas não o percebem, visto que estão acorrentados ao mundo de uma forma tão intensa que sequer imaginam o que é a vida. Contudo, são esses que, costumeiramente, coexistem em um mundo do qual fogem de suas verdadeiras incongruências. Pensam que são imortais, imunes ao sofrimento e à infelicidade, não obstante, são exatamente os mesmos que apenas conhecem a si mesmo superficialmente.
Voltar-se ao seu interior acontece por meio de um despertar devido a alguma inquietação, perturbação ou trauma existencial. Uma vez que se perde a inocência sobre si, jamais se olha no espelho da mesma forma, jamais se conversa com os semelhantes da mesma forma, jamais se vê o mundo com a doçura de uma criança. É um caminho sem volta ainda mais se a pessoa se descobrir dotada de uma profundidade inalcançável à maioria, pois é aí que se acessa o caminho do distanciamento dos outros e, não tomadas medidas cabíveis, algo pior pode acontecer que é distanciar-se de si mesmo, observando-se como se tivesse a capacidade de sair de sua própria mente passando a julgar as próprias atitudes como desprezíveis.
Perambular pelo caminho do autodesprezo é chegar ao ponto de descobrir que todos somos pobres diabos lutando por um fio de felicidade e que, na maioria, jamais seremos felizes como fomos iludidos, tampouco nem seremos tão bem-sucedidos e a mais doloridas das descobertas é que talvez não sejamos pessoas tão boas como imaginávamos. Descobrimo-nos mesquinhos, invejosos, incapazes, traumatizados, infelizes. Então, é quando nos perdemos em nosso próprio caminho e, entendemos que ninguém poderá nos salvar, justamente pelo fato de que poucos chegam a tal profundidade em suas vidas.
Buscar novos caminhos a essa altura, nem sempre é interessante, pois sabedores de nossas próprias mazelas, a desmotivação pesa. O que nos resta é nos aceitarmos como seres defeituosos, em todos os sentidos e encararmos o que nos resta de vida, caso ainda não pensemos em desistir dela. Caminhar por esse vale das sombras da morte é dificultoso, já que é um terreno altamente melancólico, sombrio e solitário. É um lugar por onde poucos transitam e desses, nem todos têm intenções de seguir com suas vidas, pois muitos já chegam ao final daquilo que, nos sonhos infantis mais doces, jamais imaginavam existir.
É doloroso saber que você está ali, pois ninguém se importa com você, contudo, não pode julgá-los, pois você tampouco se importa. O grande desafio é encontrar algo pelo que lutar, sendo que o que ainda resta é você mesmo. Todos os seus sonhos, pessoas e anseios ficaram pelo caminho, pelo qual não se tem volta, por isso a grande dificuldade, a essa altura, em encontrar algo pelo que valha a pena a existência. É triste pensar que o fim pode estar batendo à porta e que se você a abrir, ninguém estará ali para impedi-lo de cruzá-la.
Este é V.I.X.I. Códigos de Praga, o mais novo livro de suspense, mistério, ficção e elementos reais

Sinopse:
Na misteriosa cidade de Praga, Ean Blažej, um jornalista solitário e apaixonado por filosofia, dedica grande parte de seu tempo aos livros. Certa noite, tem um pesadelo perturbador. Desde então, anonimamente, passa a receber mensagens e códigos secretos que o confundem, levando-o a diferentes pontos da cidade e a um castelo medieval, conhecido por ser um portal para o inferno. O local esconde uma sociedade secreta. A situação foge do controle quando explosões premeditadas sacodem Praga. Então, Ean se apressa para descobrir o que está além do que os olhos podem ver. Uma aventura detetivesca repleta de ação, mistério, conexões intrigantes e reflexões profundas sobre a solidão na vida moderna.
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