Os caminhos pelos quais seguimos em nossa vida podem nos levar para longe da inocência com que a víamos até então. Esse distanciamento nos provê novas formas de ver o mundo e nos alimenta com certas expectativas. A verdade é que nunca saberemos aonde iremos, não importa o caminho que escolhermos, portanto, a única possibilidade é vive-lo, para, então sabê-lo. Então, quando já tivermos percorrido uma parte considerável dele, podemos olhar para trás e analisar o que aprendemos e se estamos felizes onde estamos. Se estamos felizes, seguimos, caso não, é necessário o desconforto de buscar um novo rumo.
Um desses caminhos pelos quais a vida me levou foi por meio do conhecimento, porém, de forma alguma, foi-me uma escolha. Na verdade, eu o segui baseado na minha intuição a qual foi aguçada pelos livros. O ano era 2007. Lembro-me de que o mês era março e eu havia ganhado um livro chamado ‘O Código Da Vinci’. Até então, eu nem sabia o que conhecimento significava em meio a minha ignorância dos meus 19 anos de idade. Tampouco era um leitor assíduo. Contudo, aquele livro me fisgou de uma maneira inexplicável sendo devorado em uma semana. Eram por volta de 400 páginas.
O que eu jamais imaginara antes daquela leitura é que as minhas crenças religiosas e até pessoais seriam colocadas em xeque. Até então, eu seguia minha religião católica como um verdadeiro servo de Deus. Idas à igreja, respeito aos pais e aos mais velhos em meio aos medos inexplicáveis de que Deus estava me vigiando o tempo todo pronto para aplicar terríveis punições caso eu cometesse qualquer deslize. Confesso que esse temor era um pesadelo para mim, um menino autista com aguçado senso de justiça e preocupações esmagadoras de fazer tudo certo o tempo todo.
A partir de então, o livro disputava meus temores, pois me fez questionar muitos aspectos da vida temente a Deus que eu tinha. Era tenebroso pensar que aquele livro tinha ideias que despertaram a fúria da igreja católica e que agora estavam na minha mente e, o pior de tudo, era o horror de recordar que Deus é onipresente e onipotente. Isso significa que ele estava de olho no que eu estava fazendo, pois seu servo estava se transformando em um herege. Não bastava o medo supremo que me assombrava todos os dias, agora a situação era muito pior.
Envolto em um manto de novos medos e inquietações, seguia a minha vida passando a observar as pessoas e notando que seus comportamentos religiosos eram nada mais do que o mesmo medo que eu sentia. Porém, elas não haviam sido despertadas pelo poder do conhecimento. As idas à igreja e outros encontros religiosos se tornaram um objeto de estudo para mim. Eu não conseguia mais acreditar em nada daquilo que me havia sido ensinado. Tudo se mostrava um grande engano, contudo, eu mantinha todas essas perturbações escondidas dentro de mim, pois me livrar do medo do Deus Todo-Poderoso levou anos.
A partir de então, tornei-me um fã incontestável de Dan Brown, pois ele me apresentava um novo mundo. Além das crenças religiosas quebradas, fez-me viajar pelo mundo nas leituras de suas histórias. Ensinou-me sobre arte, símbolos e mistérios ocultos em meio a enredos eletrizantes que me despertaram para um caminho sem volta. Outros livros vieram, mas, nenhum autor me despertou como uma machadada da forma que Dan Brown o fez. Ele me ensinou a pensar, a questionar tudo e todos e me mostrou que existiam outros caminhos pelos quais a vida é de longe mais interessante.
Da machadada que Dan Brown deu em mim, nasceu em 2025, a minha primeira obra literária chamada
Por mais que muitos desprezem Dan Brown, não os julgo, pois cada um tem sua opinião. Hoje, aos meus 37 anos, estou tendo lembranças claras daquele mês de marco de 2007, pois acabei de ler ‘O Segredo de Espinosa’ seguido de ‘O Último Segredo’, ambos do escritor português José Rodrigues dos Santos. Essas duas obras também falam sobre religião de uma forma singular como ‘O Código Da Vinci’. De uma forma impressionante, o autor português mostra como somos enganados pela igreja em meio a enredos muito envolventes e escritos com maestria.
‘O Segredo de Espinosa’ mostra como a busca por conhecimento pode acabar com a vida de uma pessoa de forma literal, pois a história se passa em 1640, em Amsterdã, onde Bento de Espinosa é excomungado por questionar as sagradas escrituras. A partir daí, Bento entra em uma busca implacável pela verdade com um raciocínio profundo e esclarecedor, enquanto pessoas ao seu redor são mortos pelos fiéis cegados pela religião. É um daqueles livros que faz você se lamentar quando ele acaba, pois a leitura é enriquecedora e repleta de reflexões filosóficas profundas. A minha vida tomou um rumo totalmente diferente daquele esperado, contudo o respeito que me foi ensinado pelo mundo e pelas crenças alheias, apenas cresceu.
Saiba mais sobre VIXI Códigos de Praga

Como adquirir a obra?
Ao adquirir diretamente com o autor, por R$ 75,00 (com envio), você recebe o seguinte:
1 livro físico
Dedicatória e Autógrafo
1 Marca-páginas exclusivo
1 guia visual da cidade de Praga com 29 imagens de pontos turísticos – com descrição –, que aparecem no livro (PDF)
1 livro com 45 ilustrações belíssimas em preto e branco da cidade de Praga para você colorir (PDF).
Para isso, você entrar em contato, clicando no botão de WhatsApp, do lado direito inferior, desta página ou acessar o perfil do Instagram Cassioftr
Caso prefira, pode comprar diretamente pelas seguintes plataformas
Você pode ler um pdf com trechos aleatórios para conhecer um pouco mais sobre o livro.